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Copenhaga e a Geração Angustiada

Dezembro 15, 2009

Penso que terá sido no início da Primavera, num dia provavelmente atípico para o habitual clima da época, que o P., de 10 anos de idade, entrou na aula de Aikido falando do tempo que fazia lá fora. Trocámos algumas impressões e ele explicou-me com um ar muito sério a origem do fenómeno: “São as alterções climáticas. A poluição está a provocar efeito de estufa e o tempo começa a ficar todo alterado”. Nunca mais me esqueci desta conversa rápida e muito simples com o P.. Pergunto a mim mesmo, que não consigo lembrar-me de como pensava aos 10 anos, como encarará ele o que lhe ensinaram na escola acerca de alterações climáticas? Lembro-me, isso sim, de folhear um livro dos meus pais, cheio de ilustrações, chamado “O Futuro” e, para mim, o dito futuro não deveria andar muito longe disto:

Uma coisa no entanto me parece pouco difícil de perceber: as crianças de hoje são educadas na perspectiva de uma grande catástrofe e não por temerem a invasão de algum inimigo identificado, como tantas vezes aconteceu ao longo da história, mas por recearem um inimigo que, dizem-lhes, começa a mostrar sinais mas não tem rosto nem se sabe de onde vem. Como num cenário de guerrilha. Na melhor das hipóteses, pensam que ou viverão num mundo sustentável que a humanidade conseguiu salvar ou viverão uma realidade assim:

A imagem acima, é retirada do filme com que abriu a Cimeira de Copenhaga, um verdadeiro tratado de mau gosto e de propaganda pelo medo. Muito resumidamente, no dito filme há uma uma menina que brinca como muitas outras crianças num parque infantil. Subitamente começa a chover e todas correm para casa. O cena seguinte mostra a menina em frente do televisor. Enquanto faz zapping, várias imagens de catástrofes naturais ou de uma criança refugiada que chora vão passando pelo écran. Como som de fundo, ouve-se que tudo isto é causado pela actividade humana e pelo esforço que esta impõe ao planeta. A criança deita-se e o filme muda para um tom sépia. Percebe-se que assistimos ao desenrolar um sonho: a menina acorda e a sua cama está no meio de uma paisagem desertificada. Levanta-se e olha à sua roda. Neste momento, o chão como que ganha vida e começa a abrir brechas. A menina corre enquanto o chão se abre atrás de si.  O céu muda de cor, o terreno desértico é invadido por vento e por água de uma forma que sugere um tsunami.  A única hipótese de a criança se salvar é agarrar-se ao que resta de uma árvore moribunda e ficar aí pendurada como se fosse uma bandeira até acordar do pesadelo com um grito. Já reconfortada pelo pai, a criança conta o que sonhou. Este, não encontra melhor remédio para sossegar a filha do que levá-la para o computador e ver mais depoimentos de gente famosa que nos diz que, se não mudarmos o nosso comportamento, o mundo como o conhecemos acabará. É então que a menina vai para o terraço de casa com uma câmara de vídeo na mão e se grava a si própria enquanto diz “Please, help the world!”. O filme acaba com mais crianças, de várias origens, fazendo pedidos semelhantes. Enfim, um festival de simbologia muito barata (onde não falta o inevitável peluche que acaba engolido por uma racha no chão) ao serviço de uma demagogia inenarrável.

O que pergunto afinal é se será justo, mesmo que movidos por razões nobres, estarmos a colocar as gerações mais novas perante a perspectiva de acabarem no meio de uma tragédia de proporções monstruosas. Colocar nos ombros dos mais pequenos o peso de uma escolha entre a salvação ou o inferno é efectivamente estar a colocá-los perante a hipótese de esse mesmo inferno poder vir a acontecer. Crescer com a noção de que a vida comporta perigos e de que não se vive numa redoma, está certo; mas duvido que seja saudável crescer com a ideia de que tudo poderá acabar de aqui a pouco tempo quando o nível do mar subir dois centímetros. Tudo isto, quando a ciência não fez ainda prova definitiva da relação entre a actividade humana e o aquecimento global. Mais, está para provar ainda que o dito aquecimento não seja um fenómeno cíclico ou mesmo que venha a desembocar numa tragédia.

Gostaria aqui de fazer um ponto acerca das minhas convicções pessoais sobre o assunto das alterações climáticas. Sou um leigo na matéria e tento manter-me informado com os meios de que disponho. Percebo que há ciência credível do lado de quem diz que as alterações climáticas são provocadas pelo Homem, mas também do lado de quem sustenta o contrário. A minha posição, para já, é a de que enquanto não houver certezas absolutas se jogue pelo seguro, desde que não se ponham em causa direitos de quem não tem nenhuma das eventuais “culpas no cartório” — os povos não desenvolvidos. É partindo desta posição que não posso concordar com a campanha pelo terror que se tem vindo a desenrolar nos últimos anos e que nos coloca, no fundo, à sombra da guilhotina por causa de um crime que poderá vir a acontecer ou não e no qual teremos apenas parte da culpa (e no caso das crianças culpa nenhuma).

Tudo isto é tanto mais grave quanto já vivemos hoje numa sociedade em que somos bombardeados por perigos e sentimentos de culpa. Vivemos com a culpa de fumar ou o perigo de “levar com o fumo dos outros”; o perigo das gorduras e do sal; a culpa das rugas e de uns quilos a mais; o medo de se ser velho (alguns dirão “idoso”) ou a obrigação de se ser jovem. Tentemos portanto ter algum poder de distanciação. Saber que um perigo existe não significa ter que reagir de maneira excessiva, de forma a que possa essa mesma reacção vir a ser causadora de novos problemas.

Deixo aqui algumas referências acessíveis onde se poderá recolher alguma informação sobre o problema das alterações climáticas e que refletem as visões científicas contraditórias sobre este assunto:

“Hot Planet” – BBC”

“The Great Global Warming Swindle” – Channel 4

“Expresso da Meia-Noite – Cimeira de Copenhaga” – Sic

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Sábados no TenChi

Novembro 2, 2009

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O honbudojo TenChi, na Várzea de Sintra, tem novos horários ao sábado. Assim, para além das disciplinas de Yoga, TenChi Tessen e Iaido que já existiam, passará também a haver uma nova classe de Aikido. Para mais informações, poderá consultar o folheto acima.

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“Mentiras, mentiras”

Janeiro 30, 2009

“Mouvement des lycéens : mensonges, mensonges” é o título de um artigo de Chantal Delsol publicado pelo “Le Figaro” e para o qual não resisto a deixar neste blog uma chamada de atenção.

Uma das coisas que acho interessante observar enquanto instrutor de Aikido, uma disciplina extra curricular que pode ser praticada por pessoas de qualquer idade desde que com condições físicas par tal, é o grau de esforço, empenhamento, que cada praticante coloca nesta actividade e que varia (e muito) em função da geração a que pretence. Estas variações são relativamente previsíveis e estão parcialmente explicadas no artigo acima referido. Não falarei sobre o seu conteúdo; o melhor será mesmo lê-lo. Não resisto no entanto a chamar a atenção para a forma como a autora fala da educação segundo o “princípio do prazer” e o “direito a tudo”.

Aqui fica o link:

http://www.lefigaro.fr/debats/2008/12/23/01005-20081223ARTFIG00001-mouvement-des-lyceens-mensonges-mensonges-.php

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Festa de Natal e Aula Aberta de Aikido

Novembro 26, 2008

Cartaz Natal Saya no Uchi

O Saya no Uchi Associação de Budo, organiza no próximo dia 14 de Dezembro, domingo, uma festa de Natal que terá duas partes: uma dedicada às crianças das classes infantis de Aikido e outra orientada para todos os que queiram conhecer um pouco mais sobre esta arte. A festa terá lugar no Clube Atlético de Queluz e tem o seguinte programa:

Manhã (10H30):
Festa de Natal das crianças das classes de Aikido
do Saya no Uchi (C.A.Q. e C. F. Belenenses)

Tarde (16H00):
Aula Aberta – Para todos os interessados em experimentar
uma aula de Aikido.

Para os interessados em fazer a aula aberta, bastará trazer roupa leve (fato de treino por exemplo) ou, caso já tenha, um keikogi (kimono).

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A Hamsa no Diário de Notícias

Outubro 31, 2008

O Diário de Notícias publicou na passada segunda-feira um artigo de Ana Marques Gastão sobre o lançamentodo projecto de edição Hamsa e do seu primeiro título, “Reflexão sobre Yoga”, de Georges Stobbaerts. Para os interessados aqui fica o referido artigo que poderá ser lido “clicando” na imagem acima.

Ver também:

Edição de “Reflexão sobre Yoga”Site Hamsa

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Aikido no Colégio Marista de Carcavelos

Outubro 28, 2008

O Colégio Marista de Carcavelos, abriu este ano um novo espaço para a prática de Aikido: o “Shio Dojo” (Dojo das Quatro direcções). As aulas são orientadas pelo prof. Pedro Girão (3º Dan) e têm lugar às terças e quintas-feiras às 19:30. Para mais informações, poderá descarregar o folheto aqui - folheto_shiodojo.

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Seminário de Yoga

Outubro 21, 2008

Vai realizar-se no próximo dia 1 de Novembro no Honbu Dojo TenChi, dirigido pelo Mestre Geoges Stobbaerts, um seminário de Yoga que decorrerá entre as 09H30 e as 15H00. Para mais informações, poderá escrever para mail@tenchi-international.com ou ligar para um dos seguintes numeros de telefone: 219 233 827, 91 961 88 36, 91 817 88 65 ou 91 876 70 98.

(consultar também)

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Aikido em Queluz

Agosto 30, 2008

O Clube Atlético de Queluz vai abrir, na segunda quinzena de Setembro, duas novas classes de Aikido (uma de crianças e uma de adultos) a funcionar às terças e quintas-feiras. Aqui fica o cartaz; para saber mais informações visite o site do Saya No Uchi em sayanouchi.wordpress.com.

Atenção: Até hoje, dia 4, esteve aqui anunciado o horário como havendo aulas aos sábados de manhã. Por razões de última hora estas deixaram de existir, passando para as quintas-feiras.

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Edição de “Reflexão sobre Yoga”

Agosto 4, 2008

Tive a oportunidade durante a Festa dos 30 Anos do TenChi, de apresentar o livro “Reflexão sobre Yoga“, da autoria do Mestre Georges Stobbaerts. É o primeiro livro de um novo projecto de edição a que dei o nome de Hamsa e que procurará publicar obras que contribuam para o conhecimento dos mais diversos aspectos das grandes tradições espirituais do Ocidente ao Oriente.

O livro começará a ser distribuido pela Gradiva no fim do mês de Outubro. Até lá, se quiser saber mais sobre a obra, poderá visitar hamsalivros.wordpress.com

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Um dia de estágio com as crianças do TenChi

Junho 22, 2008

Tal como aqui anunciei, dia 8 de Junho foi dia de estágio de Aikido para as crianças do TenChi. Cerca de trinta crianças de vários Dojos de Sintra, Lisboa e Coimbra, estiveram no Honbudojo da Várzea de Sintra não só para praticar Aikido, mas também para passar um dia ao ar livre com novos amigos, professores e até alguns pais.

Após o aquecimento habitual, a aula dividiu-se em dois grupos: um que ficou no Dojo e outro que seguiu para o relvado para uma introdução ao bokken (sabre de madeira). Atingida a metade da aula, os dois grupos trocaram de lugar por forma a que todos pudessem experimentar as diferentes práticas.

Antes do almoço, houve ainda tempo para um jogo de Ninjas e Samurais.

Veio então a hora do piquenique na relva, debaixo de um grande pinheiro. Cada um trouxe a sua contribuição e a comida foi tanta como a boa disposição.

Antes da sessão da tarde, um passeio pelo TenChi para descontraír.

A sessão da tarde foi cheia. Um pouco de relaxamento para começar, e alguns movimentos de Aikido para pôr o corpo em forma para os exames que aí vinham. Alguma ansiedade, normal nestas ocasiões, foi facilmente ultrapassada dada a forma descontraída como as provas iam decorrendo. No fim (é inevitável) o momento que os miúdos mais esperavam: a entrega dos novos cintos.

Foi um dia intenso e, à hora das despedidas, a energia já faltava. A forma empenhada como as crianças participaram neste estágio já se fazia sentir no corpo. A cara ensonada dos que íam regressando a casa, faz-me acreditar que todos dormiram bem nessa noite.

Se tudo correr bem, para o ano há mais!