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Estágio de Aikido para crianças

Abril 26, 2008

No próximo dia 8 de Junho, Domingo, realizar-se-á no Dojo da Associação TenChi Internacional, na Várzea de Sintra, um estágio de Aikido para crianças.

O estágio, orientado pela professora Magali Stobbaerts e por mim, será uma ocasião para as crianças, num ambiente diferente das aulas de todos os dias, praticarem com um espírito alegre, desenvolverem a capacidade de contacto com outras crianças, jogar ou brincar. O estágio incluirá ateliês específicos e prática conjunta, em aulas no Dojo ou ao ar livre.

Mais informações, poderão ser encontradas no cartaz acima ou através dos contactos aqui.

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Liberdade e Fundamentalismo Laico II

Janeiro 3, 2008

Segundo se pode ler no Portugal Diário, o governo veio desmentir a notícia do Correio da Manhã que esteve na origem do meu post anterior. O CM, continua no entanto a sustentar que informações fidedignas asseguram que tal se passou em vários concelhos do Norte e Centro (ver aqui).

Num país em que vai sendo cada vez mais difícil distinguir quando uma notícia é verdade ou não, seja porque o jornalismo é por vezes de má qualidade ou intelectualmente desonesto ou porque o que o Governo diz pode ou não ser verdade, multiplicam-se as hipóteses de dar alguns “tiros na água”. Precisamente por saber isto, deveria ter incluido no meu post de ontem a informação de que a notícia tinha origem no Correio da Manhã. Para quem escreve num blog, reagir a uma notícia corre o risco de se vir a tornar numa dor de cabeça. Se a informação que dela constava se vier a revelar de facto falsa, peço desde já desculpa aos visados e aos leitores pela falta de rigor quanto à questão de os nomes de santos serem proíbidos nas escolas. Tudo o resto que está escrito mantenho.

Tenho sempre evitado falar neste blog de política, pois não é essa a sua vocação. No entanto, quando a mesma atinge valores como a Liberdade, passa a ser matéria obrigatória.

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Liberdade e Fundamentalismo Laico

Janeiro 2, 2008

Todos, ou quase todos, temos a Liberdade (o que quer que isso seja) como um valor fundamental. Liberdade de expressão, de voto, liberdade no gosto, na orientação sexual, liberdade cultural ou religiosa. Infelizmente, aquilo que parece óbvio e todos consideramos como uma conquista da civilização (atrevo-me até ao pecado de algum orgulho na “minha civilização”), tem aos poucos vindo a ser pacientemente atacado em pontos precisos, sem levantar grandes protestos. São disso exemplo os casos de “delito de opinião” por parte de alguns funcionários do estado, a perseguição cega aos fumadores que ultrapassa em muito a mera protecção aos “não fumadores” ou o zeloso ataque aos símbolos religiosos.

Vem tudo isto a propósito da decisão noticiada hoje (decisão essa, decorrente da aplicação de decreto de Lei nº 299/2007 da Lei de Bases do Sistema Educativo) de que o Ministério da Educação decidiu acabar (e bem) com as denominações dos estabelecimentos de ensino do tipo “EB 2,3” ou “C+S” passando para designações bem mais civilizadas como “Escola Básica” ou “Escola Secundária” podendo a estas ser acrescentados, por exemplo, nomes de pessoas ou localidades. E é precisamente aqui que a “porca torce o rabo”: de uma forma perfeitamente injustificada e gratuita (e reveladora de ignorância) o governo dá no mesmo decreto a indicação aos órgãos directivos das escolas de que devem ser evitadas alusões religiosas como nomes de santos ou santas. Em contrapartida, propõe que os nomes a escolher devam ter em conta “uma personalidade de reconhecido valor, que se tenha distinguido na região no âmbito da cultura, da ciência ou educação, podendo ainda ser alusivas à memória da expansão portuguesa, à antiga toponímia ou a características geográficas ou históricas do local onde se situam os estabelecimentos de ensino”. Calculo que toda esta insensatez tenha como desculpa a protecção da liberdade de quem não é católico.

Voltando um pouco atrás, e de forma bastante simplista, diria que a aplicação da liberdade pode ser feita de duas formas fundamentais: ou garantindo que “tudo” está à disposição de toda a gente (ideias, símbolos, crenças, atitudes, actos culturais, etc.) ou aceitando as escolhas de cada um e a livre expressão das mesmas. Prefiro de longe a segunda, dado que a primeira implicaria necessáriamente a interferência de terceiros nas hipóteses de escolha. Ora o decreto a que tenho vindo a fazer referência é um retrato de tudo aquilo que penso ser de evitar; prefere cercear a liberdade de uns para não ferir outros e restringe a panóplia de nomes a adoptar a uma selecção prévia. Chega até a sugerir, pasme-se, que serão bem vindos nomes alusivos “à memoria da expansão portuguesa” Das duas uma: ou há uma politica, como em tempos houve, de valorizar na educação os feitos heróicos da nação ou, na hora de dar um exemplo (excusado) de temática que poderá ser usada na adopção de nomes a cultura do legislador não deu para mais… Uma razão ou outra são tristes.

O meu percurso escolar até ao curso de design, começou no “Extrenato Santa Cecília”, passou pela “Escola Preparatória Luís de Camões” (que agora deve ter um qualquer nome indecifrável com letras e algarismos), pela “Escola Secundária D. Filipa de Lencastre” (por cima da porta ainda dizia “Liceu”) e acabou na “Escola Secundária da Cidade Universitária”. Passei portanto por uma santa, depois por um poeta, seguiu-se uma rainha e, por fim, um lugar. Em todas as três primeiras o nome me suscitou a curiosidade de saber quem eram as personagens. Calculo que com milhares de outras crianças se tenha passado o mesmo o que só terá contribuído para o seu enriquecimento. Ignorar ou, pior, obrigar a ignorar que na nossa história, na nossa cultura há santos e santas como há príncipes ou navegadores, não é proteger a liberdade religiosa de ninguém; é uma acto de profunda ignorância.

Algumas notas finais:

a) Não sendo eu católico, não consigo compreender a passividade da igreja perante as já várias provocações por parte deste governo;

b) O que irá acontecer com a “Escola Secundária Padre António Vieira”? Não me consta que fosse santo, mas padre era… E o que será mais relevante? Ser escritor ou ser padre? E o que será da “Escola Secundária de S. João do Estoril”?

c) Não estou a par dos programas de filosofia do ensino secundário mas, pelo sim pelo não, aqui deixo um conselho: se deles constam Sto. Agostinho, S. Tomás de Aquino ou outros santos, é retirá-los e depressa!

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Estágio de Aikido no Porto

Dezembro 17, 2007

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O Primeiro estágio de Aikido do TenChi no ano de 2008, será no Porto, orientado pelo Hanshi Georges Stobbaerts e terá lugar no Clube Fluvial Portuense no dia 12 de Janeiro. O estágio é aberto a todos e as informações necessárias para nele participar constam do cartaz que aqui fica.

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Um grande fim-de-semana

Novembro 21, 2007

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Aqui fica a recordação de um excelente fim-de-semana no TenChi de que, tão cedo, não me esquecerei:

No sábado e domingo pasados, o estágio de Iaido orientado pelo professor Pierre Delorme. Talvez por ser arquitecto de formação, pintor, autor de banda-desenhada e professor de anatomia em belas-artes, P. Delorme tem a capacidade rara de transportar quem o ouve para o cenário das acções que descreve. Cada explicação sua nos abre os olhos para um novo pormenor ou para um ponto que descuráramos. Também a razão de cada gesto nos é explicada, dada a sua grande cultura nesta área, adquirida no Japão onde treinou Kendo e Iaido com um dos grandes mestres do Séc. XX nestas disciplinas, o Mestre Okada.

No fim do dia de sábado, às 17:00h, entre a aula de Iaido e as de Kendo e Tenchi Tessen, fez-se ainauguração da primeira exposição de fotografia da Sofia Macedo. Para além dos convidados para a vernissage, a sala foi literalmente invadida pelos participantes nos estágios que decorriam.

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O Mestre Stobaberts e o Prof. Pierre Delorme, abriram a exposição.

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Os convidados misturaram-se com os budocas e a sala, por momentos, pareceu pequena. Agora sem gente, aqui fica o seu aspecto geral:

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A exposição estará patente até ao dia 9 de Dezembro e poderá ser vista de segunda a quinta-feira entre as 18H00 e as 21H00, sábados das 10H00 às 19H00 e domingos das 14H30 às 18H00. Para saber como lá chegar, basta descarregar o ficheiro abaixo.

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Próximos estágios

Outubro 31, 2007

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São já neste mês de Novembro os dois próximos estágios organizados pelo TenChi, na Várzea de Sintra. O primeiro, de Aikido, será orientado por Stépnane Goffin, 5º Dan, director técnico da disciplina na Associação TenChi e terá lugar nos dias 11 e 12 de Novembro. O segundo, de Iaido, Kendo e TenChi Tessen, será orientado por Pierre Delorme, 5º Dan IKF e membro do CNK de França, nas duas primeiras disciplinas e pela Prof. Ana Oliveira na disciplina de TenChi Tessen. Terá lugar nos dias 17 e 18 deste mês.

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Exposição de Fotografia

Outubro 30, 2007

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Vai ser inaugurarada no próximo dia 17 de Novembro, no Honbu Dojo TenChi, uma exposição de fotografia de Sofia Macedo. A Exposição estará patente até ao dia 9 de Outubro. Para mais informações, consultar o cartaz aqui anexo.

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Rumi

Setembro 28, 2007

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Soube há muito pouco tempo, que o ano de 2007 foi declarado pela UNESCO “Ano Internacional de Rumi”. Não fazia disso a mínima ideia e, sem qualquer sobranceria, calculo que a maior parte dos que lerem este post também não o saberiam. Felizmente, o país por excelência da iniciativa privada, tem uma rádio pública que coloca à disposição de todos, gratuitamente, uma quantidade verdadeiramente importante de informação sobre as mais variadas áreas, não com objectivos de grande erudição, mas de divulgação eficaz. A partir de aqui, é só começar a navegar, a ler, a ver e, claro, a ouvir; há horas de programas aos quais aceder em streaming, descarregar em Mp3, ou subscrever em podcast.

E foi no site do programa “Speaking of Faith”, um dos muitos que se podem visitar a partir do “portal” da “American Public Media” que encontrei a novidade que acima referi. Neste programa, intitulado “The Ecstatic Faith of Rumi”, a autora e apresentadora do programa, Krista Tippett, fala com Fatemeh Keshavarz-Karamustafa, professora de Persa e literatura comparada na Universidade de St. Louis. Numa entrevista maioritariamente centrada na obra de Rumi, ficamos ainda com uma pequena introdução ao que é a espiritualidade sufi, uma das faces do Islão (infelizmente) menos conhecidas entre nós. A conversa é de vez em quando interrompida por alguns comentários, bem como por excertos da poesia de Rumi na sua lingua original persa, dobrados em inglês pela voz da Prof. Fatemeh Keshavarz. Na página do programa, podemos ainda encontrar um vídeo de um espectáculo de música persa e poesia de Rumi, uma playlist com a musica que se ouve durante o programa, listas de livros e discos, um guia de discussão em pdf acerca de Rumi para ajudar nas “conversas com amigos”, entre outras coisas; tudo com a simplicidade (não com o simplismo) com que poucos como os americanos, colocam o saber à disposição de todos.

De Rumi, não falarei por não saber o suficiente para tal. Fica apenas a frase que coloquei sobre a imagem no início do post, que por si só nos diz muito sobre este autor e o Sufismo. Porquê? É ouvir o programa… Quanto à referida imagem, é uma pintura da primeira metade do Séc. XVIII, do flamengo Jean-Baptiste Van Mour, e representa uma sessão de Sema, a dança dos dervishes rodopiantes da ordem Mevlevi fundada por Jalal ad-Din Rumi. Pode ser encontrada no Rijksmuseum em Amesterdão.

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Casa de Chá

Setembro 5, 2007

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Chambre du thé, é o nome de um pequeno documentário francês de 26 minutos realizado por Julien Peuble. A não perder, é uma daqueles “presentes” que de vez em quando encontramos na rede e nos fazem continuar a “esgravatar” na esperança de haja um próximo.

Em inglês, o filme foi divulgado com o nome de Tea space, literalmente “espaço do chá”. O título deste post, por evidenciar necessáriamente o aspecto de “construção com um determinado fim”, não é portanto quanto a mim uma tradução perfeita, sendo no entanto a correntemente utilizada na nossa lingua. Por curiosidade, o termo japonês para “casa de chá” é chashitsu, tendo shitsu o significado de “quarto”, “câmara”, “aposento”, portanto muito mais próximo das traduções francesa e inglesa.

O filme, de 2003, tem como tema a construção de um destes espaços no jardim de um anexo do Museu Guimet em Paris – o Panthéon bouddhique. Sendo uma oferta do estado japonês à França, toda uma equipa de elementos, desde o arquitecto aos operários, se deslocou do Japão para, de acordo com os processos tradicionais aí construír o chashitsu que, quem for a Paris, pode hoje visitar.

“Reservar tempo para alguém -isto é o Chá”, é uma das primeiras frases que se ouvem no início do filme (take time for somebody – this is tea, segundo a legendagem). Todo o documentário tem por base uma entrevista ao responsável pela construção da casa de chá, o arquitecto Masao Nakamura, que numa linguagem extremamente simples mas muito cativante, e tendo como mote a sua obra em Paris, nos vai falando do mundo do chá no Japão, das suas tradições, da sua espiritualidade, do seu confronto com a modernidade.

Durante todo o filme, as palavras do senhor Nakamura são ilustradas por imagens da construção. Por contraste com a ideia que habitualmente temos de um estaleiro de obras, fica a impressão de que tudo é feito como se não houvesse prazo para acabar, como se todas a peças fossem alvo da mesma atenção, como se o mínimo pormenor na colocação de um seixo pudesse atraiçoar (ou pelo contrário valorizar) todo o trabalho.

Sem nunca mostrar nítidamente imagens da cerimónia do chá (estas aparecem raramente mas veladas, quase como sombras) o filme acaba por nos fazer compreender um pouco do seu mundo. Pode ser visto em formato streaming ou fazer o seu download gratuito, no Internet Archive. Vale ainda a pena consultar o site do filme e o do prórpio Museu Guimet.

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Aikido para Crianças no TenChi II

Agosto 22, 2007

Os horários de Aikido para crianças no TenChi, Várzea de Sintra, terão no ano lectivo de 2007/2008 algumas alterações. Assim as aulas, que terão início já no próximo dia 3 de Setembro, passarão a decorrer às segundas e quartas-feiras das 18H15 às 19H15. Para informações poderá usar os meus contactos ou ir ao site da Associação TenChi International.